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Nobember 17, 2013

Ação do BC quer elevar fatia de cooperativas no crédito de 8% para 20%

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, lançou nesta terça-feira o programa “Desafios 2022”, com uma série de metas para o setor de crédito cooperativo. A principal delas é elevar de 8% para 20% a participação das cooperativas no crédito concedido no Sistema Financeiro Nacional (SFN).O projeto também prevê elevar de 24% para 40% o crédito tomado pelos cooperados no próprio Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SCNN).

A iniciativa foi apresentada em evento promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras, em Brasília. Campos afirmou que o BC vai propor aprimoramentos na Lei Complementar 130, que trata do crédito cooperativo, mas não deu mais detalhes. “Juntos, no melhor espírito cooperativista, acreditamos ter sucesso nessa empreitada já ao longo do segundo semestre deste ano”, comentou, segundo apresentação publicada no site do BC.

Outra meta do “Desafios 2022” é aumentar a presença das cooperativas nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a cobertura de 13% para 25% dos municípios. Além disso, o programa quer aumentar a participação de cooperados de faixas de renda mais baixas. O objetivo é passar de um terço para metade o número de cooperados que ganham até dez salários mínimos; e de 26% para 35% a participação do crédito concedido a esse grupo.

Campos também citou outras iniciativas, como permissão para empréstimo sindicalizado, incentivo ao DI cooperativo, uso de recursos de fundos constitucionais, possibilidade de “intervenção” de centrais e confederações, realização de assembleias por meios digitais e ampliação da atuação do FGCoop.

“As cooperativas são uma atividade muito importante na nossa agenda. O BC já vem trabalhando com as cooperativas, mas temos mais ações pela frente. […] Hoje as cooperativas de crédito não perdem em nada em tecnologia para outras instituições”, comentou.

Campos apontou ainda que um dos problemas do spread alto é a assimetria de informação, e que o modelo de negócio das cooperativas colabora para diminuir isso.

Ele lembrou que o número de cooperados aumentou nos últimos anos e superou 10 milhões em 2018, com mais de 5,4 mil pontos de atendimento.

A iniciativa foi apresentada em evento promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras, em Brasília. Campos afirmou que o BC vai propor aprimoramentos na Lei Complementar 130, que trata do crédito cooperativo, mas não deu mais detalhes. “Juntos, no melhor espírito cooperativista, acreditamos ter sucesso nessa empreitada já ao longo do segundo semestre deste ano”, comentou, segundo apresentação publicada no site do BC.

Desafio
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que os desafios são enormes, mas que nessa tarefa de contribuir com o Banco Central, contará com a participação de cada cooperativa, dirigente ou cooperado do país. “É a oportunidade de nos tornarmos uma expressão cada vez maior na economia do país e de mostrarmos o nosso trabalho. Aquilo que fazemos de melhor: cuidar do nosso cooperado”.

Segundo Márcio Freitas, o cooperativismo é ideal para incluir mais brasileiros no Sistema Financeiro Nacional (SFN), por isso, é uma das estratégias do Banco. De acordo com o IBGE, ainda há cerca de 60 milhões de pessoas ‘desbancarizadas’ no país, ou seja, cerca de ¼ da população ainda é considerada “sem-instituição financeira”.

O coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (CECO), Manfred Dasenbrock, destacou que a proposta do Banco Central é, de fato, desafiadora, mas exequível. “Nosso propósito é servir as pessoas, oferecendo serviços financeiros de qualidade, com preço justo e atendimento personalizado. Somos apaixonados por inclusão financeira. Tanto é verdade que, em centenas de municípios do país, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes”, avalia Manfred.

 

 

fonte: http://www.mundocoop.com.br/destaque/banco-central-aposta-em-cooperativas-como-aliadas-da-agenda-bc.html?utm_campaign=informativo_mundocoop_-_2806&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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